FOTOGRAFIA

As informações e os dados históricos que temos hoje sobre o início da fotografia relatam que o resultado dessa criação não é um produto final realizado por uma única pessoa, mas a fusão de diversos conceitos e tentativas manifestadas em vários momentos ao longo da história.

Durante vários períodos, alguns indivíduos foram os responsáveis por dar a sua contribuição com ideias e processos até chegar ao modelo atual de fotografia que conhecemos. 


Fotografia de Casamento

Fotografia Still

Fotografia de Moda

Fotografia de Festas

O INÍCIO DA FOTOGRAFIA

O primeiro registro de algo parecido a uma fotografia aconteceu em 1558 e foi o da câmera escura ou câmara escura (do latim camera obscura), cujo responsável foi o cientista napolitano Giovanni Baptista Della Porta. O italiano descreve a câmera como um quarto estanque à luz, que possuía um orifício de um lado e a parede à sua frente pintada de branco. No momento em que algo era colocado diante do orifício, do lado de fora do compartimento, a sua imagem era projetada invertida sobre a parede branca.

Vale destacar que, antes disso, a câmara escura já era conhecida por Leonardo da Vinci, que a utilizava para esboçar pinturas assim como outros artistas no século XVI. O pintor fez uma descrição da câmara escura em seu livro de notas, mas infelizmente não a publicou.

FOTOGRAFIA, PRÓXIMOS PASSOS

Alguns anos mais tarde, em 1861, a primeira fotografia colorida seria criada pelo físico escocês James Clerk Maxwell.

Depois disso, o francês Ducos du Hauron idealizou uma forma de imprimir três negativos com filtros coloridos em vermelho e azul.

O método de emulsão seca de brometo de prata em colódio foi aperfeiçoado, em 1871, pelo médico inglês Richard Leach Maddox, e substituído por placas secas de gelatina.

Com o passar dos anos, o básico para uma fotografia ser feita não mudou, mas vieram inúmeros aperfeiçoamentos que a fizeram ter mais qualidade, a ser produzida mais rapidamente e com custos menores.

A exclusividade aos fotógrafos para fazerem o registro das imagens começou a mudar em 1901, quando a empresa americana Kodak lançou a Brownie-Kodak, uma câmera comercial e popular. Algum tempo depois, em 1935, a empresa produziria o Kodachrome, o primeiro filme colorido.

E não foi só a Kodak que ficou com a exclusividade dos filmes coloridos, pois em 1963 a americana Polaroid criou a fotografia colorida instantânea, que também foi um marco de inovação para a época.

Atualmente o cenário da fotografia é bem diferente, pois a gravação das imagens é digital, e elas podem ser feitas com câmeras digitais ou com aparelhos de telefone celular. Já a impressão em papel não precisa ser necessariamente feita, pois as imagens podem ser armazenadas em computadores ou nos celulares. 

Depois disso, em 1826, o francês Joseph Nicéphore Niépce produziu uma imagem numa placa de estanho coberta com um derivado de petróleo fotossensível chamado betume da judeia. A imagem foi produzida com uma câmera, sendo exigidas oito horas de exposição à luz solar. Nièpce chamou o processo de heliografia, ou seja, gravura com a luz do Sol.

Na mesma ocasião, Louis Jacques Mandé Daguerre, outro francês, produzia com uma câmera escura efeitos visuais em um diorama. Daguerre e Niépce trocaram informações durante vários anos e terminaram por reunir as suas ideias.

Após a morte de Nièpce, Daguerre desenvolveu a daguerreotipia, que é um processo com vapor de mercúrio que reduzia o tempo de revelação de horas para minutos. Daguerre descreveu seu processo à Academia de Ciências e Belas Artes, na França, e requereu a patente do seu invento na Inglaterra. A popularização dos daguerreótipos deu origem às especulações sobre o fim da pintura e serviu de inspiração ao impressionismo.

Muitas outras pesquisas vinham sendo realizadas por cientistas de outros países.

Em 1840, o químico inglês John Frederick Goddard criou lentes com uma abertura maior.

No ano seguinte, o cientista inglês William Henry Fox Talbot criou o calótipo, aperfeiçoando o processo de fixação de imagens. Tratava-se de uma técnica diferente, na qual eram utilizadas folhas de papel cobertas com cloreto de prata e, depois, colocadas em contato com outro papel, produzindo assim uma imagem positiva. Essa técnica é semelhante ao processo fotográfico utilizado nos dias de hoje, pois também produz um negativo que pode ser reutilizado para produzir várias imagens positivas.

A fotografia passou, então, a registrar os fatos cotidianos das pessoas, os grandes acontecimentos e os eventos da época. Porém, nessa ocasião, a fotografia só poderia ser feita por fotógrafos profissionais que tinham acesso às máquinas e realizavam os registros em estúdios.  

A FOTOGRAFIA NO BRASIL

A fotografia surgiu no Brasil graças ao pintor e naturalista francês Antoine Hercules Romuald Florence.

O artista, que chegou ao país em 1824, foi morar em Campinas, onde realizou vários experimentos para finalmente chegar ao que mais se aproximava de uma fotografia na ocasião.

Em 1833, Florence conseguiu fotografar com uma câmera escura, utilizando uma chapa de vidro e um papel pré-sensibilizado para a impressão por contato. Ele foi, portanto, o primeiro a utilizar a técnica negativo-positivo que existe até hoje.

Em 1839, uma novidade chegou ao Rio de Janeiro. Era o daguerreótipo, um aparelho fotográfico pelo qual a imagem poderia ser formada sobre uma camada de prata polida, que era aplicada sobre uma placa de cobre e sensibilizada em vapor de iodo.

Já em 1940, Dom Pedro II também contribuiu para o desenvolvimento da fotografia no país ao comprar um daguerreótipo na França e trazê-lo ao Brasil. Com pouca idade, o jovem imperador já mostrava ser um aficionado pelo registro de imagens.

No mesmo ano, aconteceu ainda uma transformação na estética moderna da fotografia brasileira, cujos registros de imagens passaram do aspecto documental para o artístico.

Entre os anos de 1940 e 1950, o fotojornalismo teve início no país e marcou presença em algumas revistas e jornais importantes da época.

Texto publicado originalmente em www.andersonfotografo.com.br 17/07/2020.